Shell, Petrobras e Equinor detalham projetos para os próximos anos

Publicada em 09/08/2018 - 11:27


Novas plataformas e investimentos e os desafios para o desenvolvimento da indústria local de bens e serviços e da formação de mão de obra especializada. Esses foram os assuntos abordados pelos executivos das principais operadoras de petróleo e gás atuantes hoje no Espírito Santo durante a Conferência de Petróleo e Gás, na MEC SHOW 2018.

A norueguesa Equinor, antiga StatOil, que detém 25% do Campo do Roncador, em parceria com a Petrobras, além do Campo Peregrino (Campos), Carcará (Santos), entre outras áreas exploratórias na Bacia do Espírito Santo, destacou que o Brasil e os Estados Unidos são os dois maiores mercados da empresa.

A previsão, segundo informou o vice-presidente de supply chain da Equinor, Mauro Andrade, é de investimentos da ordem de US$ 15 bilhões na próxima década. A empresa, que atua no Brasil há 18 anos, já aplicou mais de US$ 12 bilhões em projetos. “Estamos otimistas com a produção”.

O diretor de Relações Governamentais e Assuntos Regulatórios da Shell no Brasil, Flávio Rodrigues, destacou a atuação da companhia em mais de 70 países, com investimentos anuais de US$ 25 bilhões. Reforçou a importância do pré-sal para o desenvolvimento das atividades e, consequentemente, o atrativo para novos fornecedores. Atualmente 65% dos recursos estão alocados em 20 contratos no país.

Já o gerente geral da Unidade de Negócios da Petrobras no Espírito Santo, Ricardo Morais, destacou os investimentos previstos de R$ 10 bilhões até 2022 no Estado, dos quais 56% no Parque das Baleias, 34% em adensamento de malha e perfuração de novos poços, e 10% em infraestrutra com rede de fibra optica submarina. No Brasil, a previsão é de que 19 novas plataformas entrem em operação.

Num cenário de retomada das oportunidades, o secretário geral do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), Milton Costa Filho, entretanto, ressaltou que “a próxima década pode representar a última janela de oportunidades para o segmento de petróleo e gás do país”. Estudos apontam que o pico da demanda por esse combustível se dará entre os anos de 2030 e 2040, e depois outros projetos se tornarão mais atrativos, como os que envolvem energia solar e eólica.

Ele ainda apresentou dados de produção no Brasil: 33 milhões de barris de óleo equivalente por dia, sendo 53% provenientes de áreas do pré-sal, 40% de atividades offshore e apenas 7% em onshore. As reservas estimadas são de 15 bilhões de barris de óleo equivalentes.

Homenagem

Márcio Félix, secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), recebeu duas homenagens pelo apoio ao desenvolvimento do Espírito Santo. “Tem quase seis anos que deixei a Sedes e ainda sou lembrado pelos capixabas. Fico muito feliz”, disse.

O secretário de Estado de Desenvolvimento, José Eduardo Azevedo, falou dos projetos realizados por Félix no Espírito Santo, fazendo com que o Estado se torne referencia em ambiente de negócios. “Esperamos que em breve ele retorne para o Estado”, disse.

A propósito, Félix na manhã desta terça-feira (08) recebeu convite do governador Paulo Hartung para presidir a nova companhia de gás no Estado. A resposta ainda não foi dada pelo executivo, que já foi gerente da Unidade de Negócios da Petrobras no Espírito Santo e secretário de Desenvolvimento.

Félix recebeu também uma homenagem da RedePetro-ES, entidade fundada há 10 anos e que conta hoje com mais de 50 fornecedoras de bens e serviços da cadeia de petróleo, gás e energia. “Foi você quem plantou a semente para a criação da entidade”, ressaltou o coordenador Leonardo Veloso.

Feira

Considerada uma das feiras mais importantes do setor no Brasil, a 11ª MEC SHOW – Feira da Metalmecânica + Inovação Industrial – reúne 150 expositores com foco em negócios, conteúdo e inovação. São esperados 13 mil visitantes oriundos do Brasil e mundo.

O evento é uma promoção do Sindifer e Cdmec, realização da Milanez & Milaneze, empresa do grupo Veronafiere, correalização do SEBRAE e Sesi/Senai e patrocínio da ArcelorMittal, Vale, Fibria e Estaleiro Jurong.