Petroleiras apresentam oportunidades para o setor offshore

Durante a 6ª Conferência de Petróleo, Gás e Indústria Naval do Espírito Santo -, que ocorreu no primeiro dia de MEC SHOW – feira da Metalmecânica + Inovação Industrial, 18, foram debatidos investimentos, regulamentações e oportunidades para o setor offshore no Brasil para os próximos anos.

Representando a Petrobras, o gerente de engenharia de produção da estatal, Bento Daher Júnior, falou sobre o planejamento estratégico para 2017-2021 que prevê investimentos totais de US$74,1 bilhões. O Estado hoje ocupa o terceiro lugar e responde por 17% de toda produção nacional. “A projeção é de que a Petrobras tenha 19 novas unidades de produção e passe a extrair 3,4 milhões de barris ao dia, em contraste aos 2,6 milhões atuais”, conta o engenheiro. O plano de negócios prioriza projetos de exploração e produção de petróleo no Brasil, com ênfase em águas profundas.

O Superintendente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Marcelo Castilho, explicou sobre os ajustes nos modelos regulatórios de reponsabilidade da Agência e como eles afetam a economia. “Diante do cenário econômico brasileiro, revisitamos as regulações do setor para descentralizar a exploração de óleo & gás e tornar o setor mais competitivo e atrativo as demais empresas, visando maior aderência nas licitações e, consequentemente, atraindo investimentos. A Petrobras passa a ter direito de preferência e não mais exclusividade”, explica.

Ainda de acordo com o Superintendente, apenas 0,4% das bacias sedimentares do Brasil estão sobre concessão, dos apenas 3,1% da totalidade que estão em produção. “Há muito ainda o que se explorar”, ressalta. Até 2020, a ANP já programou 10 rodadas de licitações.

A Statoil é uma das empresas que operam no Brasil com a exploração de óleo & gás. De acordo com o leader supply chan, Igor Dantas, a multinacional opera nos seis continentes, sendo o Brasil um dos países com maior presença e produção da empresa, com 2,1 milhões de barris por dia. “Vários de nossos serviços são terceirizados e, como prevemos mais investimentos no país para os próximos anos, dadas as rodadas de licitações promovidas pela ANP, é uma oportunidade para os interessados em prestar serviços, entrar em contato conosco”, convida.

A Shell também aproveitou o momento para falar dos investimentos no país e anunciar investimentos futuros. “A Shell está presente no país há mais de cem anos e tem claros objetivos de investimentos no país. Também queremos participar das licitações e aumentar nossa produção dos 325 mil barris por dia para 500 mil até 2020”, conta Andrea Matias, chefe de suprimentos em águas profundas da empresa.

Quanto a participação das médias e pequenas empresas, Marcelo Castilho ressaltou que a ANP possui legislação sobre o tema e que 1% dos investimentos totais das empresas com concessão exploratória devem ser destinados à pesquisa e desenvolvimento, o que beneficia os detentores de projetos inovadores oriundos de empresas com poucos recursos e de universidades.

O painel “Panorama atual e expectativas reais do setor offshore no Brasil” foi mediado pelo Secretário de Estado de Desenvolvimento do Espírito Santo, José Eduardo Faria de Azevedo.