Empresas apresentam projetos e soluções durante o Quarto Seminário de Inovação

Casos de sucesso, desafios e recursos disponíveis para a inovação tecnológica, sustentável e econômica nas empresas brasileiras foram discutidos na tarde desta quinta-feira (28) durante o 4º Seminário de Inovação, evento que aconteceu paralelamente à MEC SHOW 2016.

O primeiro caso de sucesso apresentado foi o da capixaba Aplysia. O gerente de Relacionamento Robson Melo falou sobre a história de sucesso da empresa, que foi pioneira nos ensaios de bioacumulação de metais no Brasil. “A Aplysia foi fundada a partir da inovação, e inovar é ser diferente, com as dificuldades e superações que isto inclui”, lembrou.

Entre os projetos em execução da empresa, que já recebeu diversos prêmios, estão o Peixe Guia, que tem como objetivo monitorar a qualidade das águas, visando a despoluição dos brasileiros; e o Renaturalize, que trabalha a restauração fluvial através da instalação de troncos de madeira no leito dos rios. Segundo Melo, os projetos em desenvolvimento são semelhantes a casos de sucesso de países como o Canadá.

Já o diretor técnico da Azimute Tech, Darlan Grun, dividiu sua história de erros e acertos com o público presente. Ele é responsável pela criação e execução de um robô para inspeção de redes de esgoto e, antes de conseguir alcançar a estabilidade, já faliu uma empresa e teve que recomeçar do zero.

“O que eu aprendi com minha experiência de falir uma empresa por falta de gestão e planejamento foi que a inovação não deve ser apenas um setor de uma instituição, ela tem que estar embutida. O diretor, o estagiário, o funcionário: todos devem pensar em inovação”, pontuou.

Incentivo

“Está na hora de começar a pensar em inovação”. Com esta frase, a coordenadora de Planejamento e Gestão da Associação Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Emprapii), Ana Arroio, iniciou sua palestra e falou sobre as possibilidades de investimento em ideias inovadoras.

Segundo ela, a Embrapii é um novo modelo de apoio à inovação e surgiu para destoar das formas tradicionais, a começar pela agilidade e flexibilidade na execução dos projetos. A associação visa reduzir custos e riscos, além de atender a crescente demanda das empresas por inovação. Em dois anos, são R$ 220 milhões investidos em 124 projetos.

Finalizando o seminário, o diretor executivo da Inventta, Bruno Moreira, apresentou a plataforma Itec, um sistema de inovação aberta e colaborativa. “O objetivo da plataforma é provocar a conversa e fazer com que surjam negócios a partir deste contato inicial”, disse.

A Itec funciona assim: uma empresa lança o desafio online e outras instituições podem fornecer soluções. A partir daí, elas entram em contato e podem surgir parcerias e bons negócios, fomentando a inovação. Moreira finalizou sua palestra dizendo que “o momento de crise é a melhor hora para os inovadores aparecerem”.  


Assessoria:

C2 - Comunicação com Conteúdo